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  Faço do silêncio, minha oração. No cair da chuva lá fora, regando as flores e toda a beleza das árvores, sinto que em apenas um dia, envelheci dez anos. As marcas do tempo ainda não estão em meu rosto, entretanto, nunca senti minha alma tão marcada. Mesmo com palavras desconexas, mesmo o corpo fadigado pelos dias, pelo tempo, o céu ilumina o caminho estreito. Confesso, andei com os olhos fechados nessa longa estrada, ainda carrego alguns espinhos no corpo, mas quando recordo dos tempos passados que está tão presente, lembro que os espinhos que estão em mim não podem doer ou ferir. Alguém já se feriu com os espinhos, alguém já venceu por mim. Minhas mãos, Senhor, apresento-lhe minhas mãos, mas ainda não é a hora do julgamento. Em vez de julgá-las, as segura forte. Levanto o meu olhar para o céu, de onde virá o meu socorro? A chuva continuava a derramar-se lá fora, é a mesma chuva que cai dentro de mim. É o perdão que está apagando todas as marcas. O amor o acompanha, enchendo cada espaço de incertezas e preocupações. O amor bateu na porta, deixei-o entrar.
— Algo sobre o amor. 

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